Comunicado de Imprensa

A independência económica da Europa só pode ser alcançada com uma indústria siderúrgica e metalúrgica forte, afirmam líderes locais e regionais

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A indústria metalúrgica europeia enquanto pilar estratégico e fundamental da estabilidade económica e social da União Europeia, bem como uma ligação crucial a outras indústrias determinantes, como a indústria automóvel e a indústria da defesa. Neste contexto, os membros do Comité das Regiões Europeu adotaram, na reunião plenária de 11 de dezembro, um parecer sobre o Plano de Ação para os Aços e os Metais, em que formulam pedidos urgentes para salvaguardar o setor e garantir o futuro das regiões industriais da Europa.  

Os membros do CR salientaram que, desde os primeiros dias da integração europeia, a indústria siderúrgica e metalúrgica tem sido uma pedra angular das regiões e dos municípios europeus, impulsionando o desenvolvimento económico local, criando empregos de elevada qualidade e apoiando indústrias críticas que sustentam tanto a prosperidade regional como a autonomia estratégica da UE.  

No parecer, destacaram os elevados custos da energia como o fator mais decisivo para comprometer a competitividade do setor europeu do aço e dos metais durante o processo de descarbonização, em especial porque continua a enfrentar uma forte pressão dos concorrentes mundiais. Os preços da eletricidade na Europa são até três vezes mais elevados do que nos Estados Unidos, provocando o encerramento de centrais e atrasando investimentos vitais. Apelaram a uma reforma urgente do mercado da energia e a um apoio acelerado à implantação de tecnologias limpas, como o hidrogénio verde, uma vez que o acesso a energia limpa, a preços acessíveis e segura continua a ser fundamental para a transição ecológica.  

Além disso, os dirigentes locais e regionais chamaram a atenção para um conjunto de desafios interligados que devem ser enfrentados para garantir um futuro ecológico e competitivo para as regiões industriais da Europa. A viabilidade das fábricas europeias está a ser ameaçada por conflitos comerciais e práticas comerciais desleais, pela sobrecapacidade siderúrgica mundial e pela fuga de carbono, à medida que as empresas deslocalizam a produção para países com regras climáticas mais fracas. Em resposta, os membros do CR solicitaram instrumentos de proteção comercial mais fortes, um mecanismo reforçado de ajustamento carbónico fronteiriço (MACF) e limites às exportações de sucata metálica, a fim de proteger os recursos e o emprego. Insistiram igualmente na necessidade de aumentar a procura de aço e metais hipocarbónicos europeus através de contratos públicos e de um rótulo de «aço verde» à escala da UE. 

Os membros do CR salientaram que, para apoiar eficazmente a transição da indústria, da mão de obra e das regiões, a UE deve complementar os recursos existentes da política de coesão com financiamento sustentado e bem direcionado. Os membros do CR insistiram em que uma abordagem de política industrial de base local, com uma forte incidência territorial e apoio aos ecossistemas industriais regionais, é crucial para assegurar o êxito destas medidas no terreno. 

Citação

Relator Guillermo Peláez Álvarez (ES-PSE), ministro regional das Finanças, da Justiça e dos Fundos Europeus das Astúrias: «Os custos crescentes da energia, o comércio desleal e o apoio insuficiente à transição ecológica estão a colocar a indústria siderúrgica e metalúrgica europeia em risco existencial. Se perdermos este setor, sacrificamos mais do que a produção – sacrificamos a espinha dorsal das nossas regiões industriais, inúmeros empregos de qualidade e a autonomia estratégica da Europa. O presente parecer constitui um apelo urgente à União Europeia. Apoiados pela nossa experiência nas Astúrias, delineámos um plano concreto para a indústria siderúrgica e metalúrgica europeia, mostrando que tornar-se verde e manter-se competitivo são duas faces da mesma moeda. Precisamos agora de uma ação decisiva por parte da UE para a tornar realidade.» 

Giorgio Gori (IT-PSE), deputado ao Parlamento Europeu e vice-presidente da Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia: «O setor siderúrgico é estratégico para a autonomia da Europa, mas necessita de uma ação rápida em matéria de custos da energia, de mercados-piloto para produtos ecológicos e de instrumentos sólidos contra a concorrência desleal e a sobrecapacidade estrangeira. Temos de apoiar o investimento e salvaguardar a competitividade para garantir que a produção de aço permaneça na Europa, promovendo simultaneamente a descarbonização e o crescimento da nossa economia.»

Antecedentes

  • Em 19 de março de 2025, a Comissão Europeia apresentou o Plano de Ação Europeu para o Aço e os Metais, uma estratégia global para reforçar a competitividade e a sustentabilidade do setor siderúrgico e metalúrgico da UE, centrando-se em seis pilares fundamentais: garantir energias limpas a preços acessíveis, prevenir a fuga de carbono, promover a circularidade, proteger as capacidades industriais, reforçar os empregos industriais e reduzir os riscos dos investimentos. 

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Tel: +32475999415
Theresa.Sostmann@cor.europa.eu  

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