Croatia
Nikola DOBROSLAVIĆ
Membro
Member of the Regional Assembly of Dubrovnik-Neretva county
A descentralização e a transição para uma economia mais ecológica e mais sustentável estiveram no centro da conferência do Dia do Alargamento, realizada pelo Comité das Regiões Europeu em 27 e 28 de maio – o maior evento do ano dedicado ao alargamento da UE numa perspetiva local e regional.
Os dois temas – desenvolvimento sustentável e descentralização – farão parte da espinha dorsal da colaboração ao longo dos próximos cinco anos entre o Comité das Regiões Europeu (CR) e os órgãos de poder local e regional dos países candidatos e potenciais candidatos.
Numa mensagem vídeo, Marta Kos , comissária europeia responsável pelo Alargamento, descreveu o papel do CR como uma «ponte» para o nível infranacional nos países do alargamento como «incrivelmente importante». Adam Szłapka, ministro da União Europeia da Polónia, que exerce atualmente a Presidência rotativa do Conselho da União Europeia, afirmou que os órgãos de poder local e regional são o nível de governo «mais próximo dos cidadãos e, em última análise, são as pessoas que desempenham um papel decisivo neste contexto. A perspetiva de adesão à UE e o ritmo das reformas dependem delas.»
O impulso para o alargamento da UE foi reforçado ao longo do último ano, tendo a Ucrânia e a Moldávia sido os países mais recentes a iniciar as negociações de adesão. A dinâmica alterada refletiu-se durante os dois dias do evento com o lançamento pelo CR de um comité consultivo misto com a Albânia e de grupos de trabalho com a Moldávia e o Kosovo*.
Descentralização
A conferência realizou-se num momento em que é dada maior atenção à governação local nos países vizinhos da UE. Em abril, o CR adotou uma resolução em que condenava a prisão e detenção do presidente do município de Istambul, Ekrem İmamoğlu, e de outros políticos locais na Turquia – críticas repetidas durante a conferência do Dia do Alargamento. Além disso, a adoção pela UE de importantes pacotes de apoio aos Balcãs Ocidentais e à Ucrânia – o Plano de Crescimento para os Balcãs Ocidentais e o Mecanismo para a Ucrânia – concentrou-se mais na forma como os planos de desenvolvimento económico podem ajudar melhor as comunidades locais e como os órgãos de poder local e regional devem ser envolvidos.
Os participantes concordaram que uma descentralização eficaz torna a governação mais eficiente, reforça a democracia a nível local e aumenta a estabilidade. Salientaram igualmente que, embora cada país tenha de encontrar o seu próprio equilíbrio de poderes adequado, o processo de descentralização é melhorado através da consulta dos governos infranacionais de outros países.
Transição ecológica
O ambiente e as alterações climáticas – capítulo 27 do acervo da UE, o corpo legislativo da UE que os países candidatos devem adotar – são considerados um dos domínios mais difíceis para os países que procuram cumprir as normas da UE, exigindo também um nível de participação particularmente elevado por parte dos órgãos de poder local e regional. Ao mesmo tempo, os níveis de resistência pública podem ser elevados.
Os participantes destacaram cinco domínios de especial importância para o êxito da agenda ecológica a nível regional: assegurar o financiamento, a formação e a manutenção dos funcionários públicos, estabelecer uma cooperação eficaz entre os governos nacionais e infranacionais, melhorar os quadros jurídicos e convencer o público dos benefícios que lhes são proporcionados na vida quotidiana.
A conferência constituiu um exemplo significativo da forma como os municípios estão a impulsionar a transição energética na Turquia e nos Balcãs, muitas das quais têm registado historicamente taxas de poluição muito elevadas. Mais de 230 cidades dos Balcãs Ocidentais e da Turquia são agora signatárias do Pacto de Autarcas para o Clima e a Energia, concedendo-lhes o apoio da UE em troca do compromisso de reduzir as emissões em 30 % até 2030.
A descentralização e a agenda ecológica da UE estiveram igualmente no centro das reuniões realizadas em 27 de maio com sete dos nove grupos de trabalho e comités consultivos mistos que o CR tem com os países do alargamento. Cada reunião considerou um desafio energético ou ambiental particularmente importante para esse país, incluindo a transição energética para a Moldávia, a adaptação às alterações climáticas no caso da Albânia e a degradação ambiental no Kosovo*.
A Ucrânia enfrenta desafios excecionais, uma vez que uma parte significativa das infraestruturas públicas e sociais foi fortemente danificada durante a invasão em curso da Rússia. No entanto, o Grupo de Trabalho para a Ucrânia salientou que muitos municípios estão, não obstante, a conseguir lançar projetos de energia sustentável, em parte em resposta à necessidade de restaurar os serviços públicos – incluindo hospitais e sistemas de abastecimento de água, bem como infraestruturas energéticas, habitação e escolas. Mais de 200 municípios ucranianos são signatários do Pacto de Autarcas e continuam a perseguir os seus objetivos apesar da guerra.
* Esta designação não prejudica as posições relativas ao estatuto e está conforme com a Resolução 1244 do CSNU e com o parecer do TIJ sobre a Declaração de Independência do Kosovo.
Mais informações:
Contacto:
Andrew Gardner
Tel.: +32473 843 981
Croatia
Membro
Member of the Regional Assembly of Dubrovnik-Neretva county
Poland
Membro
Mayor of the City of Gdańsk
Germany
Membro
President of the Bremen State Parliament
Belgium
Suplente
Alderman of Uccle